Estudar teoria musical: Sim ou Não

Rafael Ferrari      segunda-feira, 9 de outubro de 2017

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Estudar Teoria ou Não

 

Introdução:

O grande mito para músicos iniciantes e profissionais é saber quando ou como combinar o estudo técnico com a teoria musical e por isso muitos estudantes de música e até músicos profissionais fazem estas perguntas:

 

“Devo ou não devo estudar teoria musical?”

”Saber teoria musical melhoraria minha performance? ”

”Eu serei um músico ruim se não souber teoria musical?”

”Como estudar teoria musical de maneira a fazer música com esse conhecimento? ”

 

Ou então ouço frases do tipo:

 

“Teoria musical é só decoreba chata! Não ajuda em nada quando a gente vai tocar...”

“Mas se fulano não sabe nada e é musicalmente genial, eu não preciso estudar teoria musical!”

“Não gosto de teoria musical, gosto de tocar o instrumento.”

“Teoria musical vai me tirar tempo do estudo de técnica que é o que importa na música.”

 

Então, neste artigo vamos quebrar alguns mitos e falar de algumas verdades sobre o estudo da teoria musical.

“Devo ou não devo estudar teoria musical?”

 

Devo estudar teoria musical

 

A resposta é: deve!

Como todas as áreas do conhecimento humano – talvez exceto a física quântica que é uma área em certo nível, apenas teórica devido às limitações quanto a realização de testes em larga escala, que possibilitariam confirmar as teorias criadas e estudas sobre o universo e seu funcionamento - o equilíbrio entre teoria e prática faz com que a pessoa que estuda tenha pleno domínio sobre aquela atividade.

Faz com que possamos entender com uma maior profundidade o sentido da música e assim, possibilita criarmos uma maior variação dentro da linguagem musical, para conseguirmos nos comunicar e emocionara s pessoas.

O músico que sabe teoria musical sai do âmbito do intuitivo e vai pro âmbito do consciente, daquele músico que sabe o que está criando.

Com um conhecimento mais profundo sobre a teoria musical, sua história e suas aplicações, o músico consegue ter mais criatividade na hora de compor, arranjar, improvisar, interpretar, além de uma maior segurança em tudo que faz.

Você imagina um maestro regendo uma orquestra de 60, 70, 80 músicos, tendo que conhecer e saber como comandar cada instrumento, cada naipe dentro da orquestra, sem saber nada de teoria musical?

A orquestra na mão do maestro é como o violão na mão do violonista. O maestro é quem toca com a orquestra sendo o seu instrumento.

Agora imagine um violão com 80 cordas e cada corda com sua escala, timbre, tessitura e técnica particulares e só uma pessoa para tocar esse instrumento...

Não parece insano!?

 

 

”Saber teoria musical melhoraria minha performance?”

 

Estudar teoria musical melhora minha performance?

 

A resposta é: Sim!

Um músico que domina a teoria musical, além de ter convicção em tudo que vai tocar, consegue ter uma gama maior de possibilidades para criar. Seja uma composição, um arranjo ou produzir um disco por exemplo.

É como se sua intuição musical fizesse as perguntas e seu conhecimento teórico desse as respostas de pra onde sua música deve caminhar, ou como ela deve começar.

É como se você caminhasse em um chão sólido aonde pode colocar os dois pés bem firmes e avançar pra qualquer direção sem dúvidas que irá ter onde pisar.

Já o músico intuitivo pode ser genial mas é como se só conseguisse enxergar até uma determinada distância, que é o tanto de padrões que ele já ouviu em sua experiência musical, e que consegue reproduzir na sua prática.

Nem todos nós nascemos gênios, não é mesmo!? Pros gênios pode ser dispensável e eles conseguirão fazer música de maneira natural e muito criativa, mesmo sem saber teoria musical.

É o caso de Lupicínio Rodrigues, Guinga, João Bosco, B.B King, Jeff Beck, Jimi Hendrix...

O acordeonista pernambucano, compositor e cantor Dominguinhos por exemplo, não sabia ler música e foi um dos músicos mais sofisticados que o Brasil já teve.

Jacob do Bandolim foi aprender a ler música depois de ser já um grande e renomado artista, no carnaval de 1963, quando recebeu de Radamés Gnattali a famosa Suíte Retratos para bandolim e orquestra, que Jacob gravou no ano seguinte.

Para conseguir interpretar essa obra mais sofisticada e feita dentro de uma linguagem diferente do choro tradicional, Jacob se obrigou a aprender a ler partituras para poder extrair o máximo do que Radamés criou como compositor.

Resultado: uma verdadeira pérola da discografia brasileira!!

 

Ouça a Suíte Retratos AQUI

 

 

”Eu serei um músico ruim se não souber teoria musical?” 

 

Teoria Musical

 

Não necessariamente, como já mencionai. Existem muitos músicos que conseguem ser geniais sem saber teoria musical nem ter estudado formalmente.

Porém, isso não serve pra todo mundo por que nem todo mundo é um gênio da música! Não é mesmo?

Pra todo mundo que não teve a sorte de nascer um gênio da música como Mozart, a teoria musical é indispensável para torna-lo um músico mais completo.

É a diferença entre um músico que a partir de um determinado momento na sua vivência musical, você vai sentir que está estagnado, que não consegue fazer nada de novo na sua música e então a solução é estudar teoria musical.

“Conhecimento não ocupa espaço.”

Já ouviu esta frase?

Pense nisso e bora estudar teoria musical...

 


 

”Como estudar teoria musical de maneira a fazer música com esse conhecimento? ”

 

Estudar Teoria Musical

 

Aí é que está a grande sacada! Eu já vi aulas de teoria musical que são realmente MUUUUUUUUUUUUUITO chatas.

Em escolas de música, sempre vi aquela propaganda:

“Faça duas aulas por semana: na terça-feira, aula prática de instrumento. E na quinta-feira, aula de teoria musical.”

 

O que acontece neste caso?

Você vai pra aula prática com instrumento e fica lá decorando sequência de acordes, fica decorando musiquinhas que na verdade não sabe tocar!

E na aula de teoria você leva um caderno e um lápis e fica aprendendo coisas maçantes que você não consegue enxergar como funcionaria na prática musical.

O problema é o método de ensino destas escolas e de muitos professores de música!

Eles leem num livro e repetem pro aluno as mesmas sentenças e frases, literalmente, tal e qual estão nos livros.

Não se tem um ensino mostrando como aquela teoria se traduz em música. Como se faz música com aquelas informações. É só decoreba!

Decoreba não é aprender. Decoreba é como estudar pra prova o final de semana todo repetindo textos de um livro, sobre um assunto que no exato momento que você termina a prova e entrega pro professor, já não lembra mais.

O problema é que na música você vai querer tocar sempre, todos os dias, com frequência e aí, vai perceber que vai ficar esquecendo a decoreba e não vai conseguir tocar é nada!

Este processo cansativo e realmente muito chato, leva a uma das frases citadas lá em cima no início do post:

 

“Teoria musical é só decoreba chata! Não ajuda em nada quando a gente vai tocar...”

 

Como eu falei anteriormente, o que torna o ensino de teoria é o método e o propósito do estudo.

Um método que separa o músico estudante do instrumento quando se fala em teoria, é falho.

Um estudo de teoria sem o propósito de fazer música com aquela informação torna este estudo inútil e faz o aluno cansar e desistir e até achar a teoria inútil. Mas não é!

 

 

“Teoria musical é só decoreba chata! Não ajuda em nada quando a gente vai tocar...”

 

Estudar Teoria Musical é chato?

 

Como eu falei anteriormente, o que torna o ensino de teoria é o método e o propósito do estudo.

Um método que separa o músico estudante do instrumento quando se fala em teoria, é falho.

Um estudo de teoria sem o propósito de fazer música com aquela informação torna este estudo inútil e faz o aluno cansar e desistir e até achar a teoria inútil. Mas não é!

 

“Mas se fulano não sabe nada e é musicalmente genial, eu não preciso estudar teoria musical!”

 

Jacob do Bandolim

 

Como eu já disse e até citei exemplos, existem gênios da música que realmente apenas com usa intuitividade consegue ser absolutamente genial e criar uma obra que impacta e emociona a humanidade de formas absurdas. Sim!

Porém, nem todos nascemos com esse poder. Pra todos nós, meros mortais, a teoria musical é o que vai separar os músicos medíocres e medianos daqueles habilidosos e impressionantes que realmente emocionam as pessoas através de suas performances.

 


 

“Não gosto de teoria musical, gosto de tocar o instrumento.”

 

 

Não gosto de teoria musical, gosto de tocar

 

Se você gosta de tocar e quer tocar melhor, então estude teoria musical.

Se você não fizer isso vai chegar uma hora que você vai parar no tempo e não vai conseguir avanças, não vai criar mais nada de novo, vai ser um músico repetitivo e limitado.

Se você realmente estudar através de um método bom que vai ligar o tempo todo a teoria musical com o ato de fazer música, de tocar, você estará no caminho certo.

O difícil mesmo é encontrar um professor que tenha essa característica e ensine teoria musical de maneira prática. Que faça você enxergar no fazer musical, como a teoria se aplica e vice versa!

Aí, tem que ir por tentativa e erro ou por indicação de amigos e pessoas que já estudaram com determinado método ou professor.

 

 

“Teoria musical vai me tirar tempo do estudo de técnica que é o que importa na música.”

 

 

Estudar teoria musical me tira tempo

 

Teoria musical e a prática musical são a mesma coisa: música!

Uma coisa ajuda a outra a existir e acontecer com maior propriedade e faz com que os músicos normais, aqueles que não nasceram geniais, possa chegar a um nível de excelência altíssimo e até ser igualmente geniais, por caminhos diferentes.

A questão é: músicos geniais obrigatoriamente não estudam teoria? Nada a ver!!

Músicos que querem crescer e quebrar seus limites musicais, crescer sempre, criar sempre novas possibilidades e fazer música nova a cada etapa da sua vida, buscam sempre o estudo seja da teoria, harmonia, improvisação, técnica, história e outros elementos diversos que ajudam a formar a bagagem de cada músico.

Nem tudo se resume à técnica. Ser técnico, tocar escalas rápidas, fazer arpejos dificílimos e tocar repertório que exige alta capacidade técnica são apenas algumas poucas características do que um músico deve estudar para adquirir.

Pense nisso:

 

Não adianta nada tocar rápido e ter uma técnica apuradíssima se não consegue emocionar as pessoas que te ouvem tocar.

 

Música é emoção. E nem toda a emoção é transmitida através da velocidade!

Você pode acabar se tornando um palhaço de circo: um músico muito mais exibicionista e muitas vezes chato e maçante, do que um músico que emociona as pessoas.

Qual tipo de músico você quer ser!?

 

 

- Conclusão

 

O estudo da teoria musical é importante para o músico que quer crescer e se tornar um músico independente, criativo e que emociona sua audiência.

Conhecimento não ocupa espaço e é a única coisa que ninguém NUNCA vai tirar de você!

Dito isso, procure estudar a teoria musical e melhorar como músico em vários aspectos, não apenas em um como a técnica ou a capacidade de tocar rápido.

Procure ouvir muita música e de diferentes gêneros, independente do gosto. Ter uma bagagem de variados gêneros musicais vai te dar mais ideias na hora de criar e vai te transformar num músico mais eclético, mesmo que sua proposta seja de tocar um gênero específico.

A bagagem musical é o que faz você dar aquele toque de mestre, colocar a cereja do bolo.

Se você está procurando um curso de teoria musical para adquirir essas características todas que mencionamos no artigo, indicamos sem sombra de dúvidas, um curso que tem ajudado muita gente a chegar neste nível que todos buscamos: o curso Teoria Musical DESCOMPLICADA

Dá uma conferida pois tenho certeza que você vai crescer muito ao ter contato com este conteúdo!

 

Então é isso!

Estude técnica, estude teoria musical, estude repertório, ouça músicas de vários gêneros, toque com outros músicos e principalmente, emocione as pessoas com a sua música!

 

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